Do sonho capturado ao poder de decidir
Olá, Liga querida! Como vão? 💛

No email do último mês, falamos sobre a pesquisa Mulheres & Bets – e sobre como as plataformas de apostas aprenderam a capturar sonhos, renda e até nossas redes de confiança.
Pouco depois, o assunto entrou na arena das decisões públicas e o governo federal editou uma medida provisória restringindo o setor no país.
Já pararam para pensar como aquilo que atravessa nossas casas, nossos afetos e nossas redes passa, em algum momento, por uma mesa de decisão?
Pois às vésperas das eleições, quero compartilhar novas pesquisas e iniciativas que nos fazem refletir sobre quem participa, quem decide – e quem ainda está faltando nessas mesas.
Gente exausta não participa!

Vocês lembram que, há 4 anos, as eleições presidenciais foram definidas por pouco mais de 2 milhões de votos, enquanto mais de 32 milhões de brasileiros deixaram de votar?
Um estudo inédito, chamado Termômetro do Bem Viver, mostra que esse silêncio não nasce do desprezo pela democracia, mas do esgotamento e da epidemia de solidão:
47% das pessoas desconectadas de redes de apoio deixaram de ir às urnas ou votam raramente. Gente exausta não vota.
O estudo lembra, ainda, que o antídoto para essa paralisia pode estar no Bem Viver – filosofia de matriz indígena que coloca no centro aquilo que a vida acelerada insiste em empurrar para as margens: relações, cuidado, comunidade, natureza, tempo e pertencimento.
Ou seja, cuidar da democracia passa também por cuidar das condições que nos permitem participar dela… E hoje quem faz isso melhor que ninguém? Sim, as mulheres!
Maioria para votar. Minoria para decidir.
Somos + 52% do eleitorado e chefiamos mais de 41 milhões de lares brasileiros. No entanto, nas cadeiras onde as leis são criadas, mulheres são minoria. No Congresso Nacional, menos de 20%. Segundo a OXFAM, se nada mudar, levaremos 144 anos para alcançar a paridade de gênero na política.
Ponto de acupuntura
Dados da ONU Mulheres e de universidades internacionais mostram que, independentemente da ideologia, a presença de mulheres na política amplia investimentos em saúde, educação, combate à pobreza e gera modelos de liderança mais colaborativos e humanos.
Ou seja, todos se beneficiam se elegermos mais mulheres!
Isso é especialmente importante este ano, já que serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado. E o efeito do voto em mulheres vai para além da candidatura apoiada:
Até 2030, os votos em mulheres para a Câmara dos Deputados contam em dobro na distribuição dos recursos partidários e eleitorais, criando mais incentivo para que partidos invistam em candidaturas femininas nas próximas eleições.
Da polarização à participação
O tema me lembra de duas pesquisas que compartilhei aqui em novembro do ano passado, que mostram que o Brasil é mais “Raíz que Ruído”:
"Na Raiz do Brasil"(Morada Comum + Quaest), mostra que a maioria compartilha valores como fé, trabalho, solidariedade e comunidade. E apenas 7% da população se define por posicionamento político.
A pesquisa “Os Invisíveis”(More in Common + Quaest) reforça: mais da metade dos brasileiros está fora dos extremos, fora do debate – e revela que de 70 a 83% concordam que temos mais em comum, do que diferenças. ❤️
Para mim, isso ajuda a desmontar aquela sensação alimentada diariamente pelas redes: a de que somos um país completamente dividido entre dois lados incapazes de conversar.
Se precisamos aprender a conviver em vez de apenas competir, trazer mais mulheres para a política – independentemente de serem de esquerda, centro ou direita – é um caminho poderoso.
👉 NA PRÁTICA: Duas ferramentas para apoiar sua escolha
Para transformar esse diagnóstico em ação cívica (ou transformar intenção em ação, como gostamos de dizer por aqui), duas plataformas suprapartidárias ajudam a pesquisar e conhecer candidatas.

Vota Nelas: Reúne candidaturas femininas de todo o país, mostra como cada bancada votou em pautas decisivas das mulheres e ajuda a montar sua "colinha" eleitoral.

SenaDonas: Focada nas eleições para o Senado — especialmente relevante este ano, quando escolheremos duas pessoas para o cargo por estado.
E para finalizar, alguns lembretes Benfeitores:
Democracia não acontece apenas quando apertamos CONFIRMA.Acontece quando sonhamos, pesquisamos, cobramos, inventamos novos projetos e soluções e… Botamos pra fazer! ;-)
Independente do resultado das eleições, seguiremos juntas e juntos, fazendo nossa (p)arte com cuidado, criatividade e colaboração! ✨
“Esperança não é uma emoção. Esperança é uma disciplina.” Mariame Kaba.
Bjs carinhosos e esperançosos, ✨
Tati Leite e Equipe Instituto Benfeitoria





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