Entre o melhor e o pior da semana
- Benfeitoria Mirabolante
- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Olá, rede querida!
Como estão?
Hoje gostaria de falar de dois números que me atravessaram nos últimos dias. Um me encheu de esperança. O outro, de indignação. E ambos me lembram por que estamos aqui.
💰 R$ 24,3 bilhões
Saiu a nova edição da Pesquisa Doação Brasil, o principal estudo sobre o comportamento do doador no país, realizado pelo IDIS desde 2015.
Entre vários dados e insights riquíssimos, o que mais me chamou atenção foi que, em 2024, o volume de doações individuais chegou a R$ 24,3 bilhões, um crescimento de 64%, em apenas dois anos!

Isso mesmo: mais de 78 % dos brasileiros adultos com renda acima de 1 salário mínimo doaram tempo, bens ou dinheiro em 2024. E 43% fizeram doações institucionais para ONGs – maior índice desde o início da série.
Sabemos que esses números cresceram por conta da catástrofe no Rio Grande do Sul e que temos muito que evoluir na cultura de doação, para além da emergência. Mas isso não diminui a beleza do nosso potencial coletivo de resposta.
🚨 1 em cada 12 crianças no mundo
Esse dado não sai da minha cabeça desde que vi o post do Instituto Alana sobre o que podemos fazer, na prática, a partir do vídeo-denúncia do Felca sobre adultização infantil.
O número, da UNICEF e OIT, é tão absurdo que parece irreal: 1 a cada 12 crianças já foi exposta a alguma forma de abuso ou exploração sexual online. E sabemos que isso acontece porque… as plataformas deixam!
Se toda essa situação também te embrulha o estômago, hora de agir. O Projeto de Lei 2628 propõe medidas concretas para prevenção, canais de denúncia, remoção de conteúdos e responsabilização das empresas. Mas ele precisa de apoio para avançar.
Esperança e indignação podem – e devem – andar juntas. Que a gente siga encontrando formas de transformar ambas em ação. Ou, no melhor da filosofia estóica:
"Que tenhamos coragem para mudar o que é preciso, serenidade para aceitar o que não é. E sabedoria para discernir entre os dois."
Com carinho e firmeza,
Tati.




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